quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Preciosidade - Entrevista com Sebastião Molequinho.

Saudações imperianas! Garimpando pela internet descobri uma entrevista feita pela TV Globo com Sebastião Molequinho, fundador da G.R.E.S. Império Serrano. Certamente é um vídeo de grande importância histórica.
Melhor do que falar é curtir esta preciosidade:

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Velha Guarda do Império Serrano.


A Velha Guarda é sempre um dos maiores patrimônios das Escolas de Samba.
E falando de Império Serrano, sua Velha Guarda tornou-se patrimônio do próprio Carnaval do Brasil.

Bandeira da Velha Guarda da G.R.E.S. Império Serrano:


Alguns nomes de destaque da atual Velha Guarda do Império: Toninho Fuleiro, Fabrício, Aloísio Machado, Capoeira da Cuíca, Silvio, Lindomar, Balbina, Nina, Zé Luis, Ivan Milanês, Wilson das Neves, Cizinho, entre outros...

Entre todas as músicas que já ouvi a Velha Guarda cantar, minhas preferidas são "Império tocou reunir" de Silas de Oliveira e Dona Ivone Lara, e "Menino de 47" de Nilton Campolino e Molequinho.


Quem desejar conhecer melhor o belo trabalho da "moçada", minha sugestão é o CD "Império Serrano, um show de Velha Guarda", do selo Biscoito Fino. Veja a capa do CD:

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Planeta Terra canta "Império Serrano".

Os Sambas de Enredo imperianos são tão maravilhosos, que são executados em todos os cantos do mundo. Um belo exemplo está no vídeo abaixo, uma performance do Grupo Zabumba, em pleno festival musical na França, no ano de 2007. Detalhe, a maioria dos componentes do grupo não têm a nacionalidade brasileira. O samba escolhido foi "Brasil, berço dos imigrantes", de Jorge Lucas e Roberto Ribeiro, nosso hino no Carnaval de 1977. Detalhe, atualmente, na era LIESA, as composições são tão medíocres, que não sabemos cantar a maioria dos sambas dos últimos três anos. Quando o samba tem a "grife" imperiana é diferente, simplesmente 30 anos depois, franceses cantam "Brasil, berço dos imigrantes" de ponta a ponta, e com um delicioso sotaque gringo no fundo.

"BRASIL, BERÇO DOS IMIGRANTES". (Letra).

É tempo de Carnaval
Hoje as cores do Império
Vem saudar a imigração
Numa dourada alegria
Neste dia de folia
O samba é anfitrião
Desta gente que ao chegar
Semeou nesta terra
Seu folclore popular
Brasil, berço dos imigrantes
Sua raça é mistura
Sem cessar
O povo com seu sorriso
Vem pra avenida festejar
Violas de pássaros
Clarins de vento (bis)
O Arlequim
Entoando um canto lento
Num céu de serpentinas
Um Pierrô vai desfilar
O dominó ganhou confete
E ao imigrante foi saudar
Olha o passo da mulata
Esplendor da Colombina
Canta e samba minha gente
Nesta festa que domina (bis)
Lá, lá, laiá
Lá, laiá, laiá
Lá, laiá, lá, laia (bis)


Curtam esta bela curiosidade:
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

HEROÍS DA LIBERDADE - O Melhor Samba-Enredo de todos os tempos.



Jornal O Globo - Carnaval de 2003.
O melhor samba-enredo de todos os tempos é...
Reportagem de Bernardo Araujo, Daniela Name e João Pimentel.

Deu Silas de Oliveira na cabeça: o melhor samba-enredo de todos os tempos é “Heróis da liberdade”, dele com Mano Décio da Viola e Manoel Ferreira, que o Império Serrano levou para a avenida em 1969. O primeiro lugar em um universo de centenas de sambas foi dado ao hino alviverde por 10 das 70 pessoas ouvidas pelo GLOBO, em uma enquete que ainda elegeu “Agudás, os que levaram a África no coração e trouxeram para o coração da África o Brasil!”, da Unidos da Tijuca, o melhor samba de 2003, seguido de perto por “Os dez mandamentos: o samba da paz canta a saga da liberdade”, da Mangueira. Na eleição dos melhores de todos os tempos, o vice-campeonato ficou com “Os sertões”, da Em Cima da Hora, de 1976 (de autoria de Edeor de Paula), e a medalha de bronze com “Aquarela Brasileira”, também do Império Serrano e de Silas de Oliveira. Dos cinco primeiros colocados na enquete, três foram do compositor imperiano — “Cinco bailes tradicionais na História do Rio”, de 1965, que ele fez com Dona Ivone Lara e Bacalhau, foi o quarto colocado, ao lado de “O mundo encantado de Monteiro Lobato”, da Mangueira em 1967.

Nem todos os 70 eleitores ouvidos na enquete conheciam os sambas de 2003 o suficiente para ter um favorito. No entanto, a crença radical de que nada presta nas composições recentes já não é tão forte quanto se poderia supor. É claro que alguns embarcam no bloco do “não ouvi e não gostei”, como o compositor Nei Lopes e o roqueiro Guilherme Isnard. No entanto, veteranos conhecedores do mundo das escolas como Sérgio Cabral, Fernando Pamplona e Haroldo Costa ouviram o disco de 2003 com atenção e têm suas opiniões: — Gosto do samba do Salgueiro, pela originalidade — diz Cabral, nascido em Cavalcante e torcedor (e ex-enredo) da Em Cima da Hora.

A escolha de um único samba-enredo em mais de mil foi ingrata para a maioria das pessoas, que insistia em votar em dois ou três. — Essa escolha é fogo! — reclamou, bem-humorado, o escritor Haroldo Costa, que acaba de lançar “Salgueiro — 50 anos de glória”, sobre sua escola do coração, que vai justamente contar esse meio século de história em seu desfile, hoje à noite. — Há vários sambas antológicos, inesquecíveis. Voto em “Chica da Silva”, do Salgueiro, que, além de bonito, é um samba que marcou época, na minha opinião.

A pesquisadora e escritora Rachel Valença justifica seu voto no “Cinco bailes”, do Império, com o academicismo adequado: — É um samba que obedece rigorosamente à estrutura da epopéia — diz ela. — Intuitivamente, Dona Ivone, Silas de Oliveira e Bacalhau compuseram o mais clássico dos sambas-enredo.

LETRA DA ANTOLOGIA.
Heróis da Liberdade (Silas de Oliveira / Mano Décio da Viola / Manoel Ferreira).

Passava noite, vinha dia
O sangue do negro corria
Dia a dia
De lamento em lamento
De agonia em agonia
Ele pedia o fim da tirania
Lá em Vila Rica
Junto ao largo da Bica
Local da opressão
A fiel maçonaria, com sabedoria
Deu sua decisão
Com flores e alegria
Veio a abolição
A independência
Laureando o seu brasão
Ao longe soldados e tambores
Alunos e professores
Acompanhados de clarim
Cantavam assim
Já raiou a liberdade
A liberdade já raiou
Essa brisa que a juventude afaga
Essa chama
Que o ódio não apaga pelo universo
É a evolução em sua legítima razão
Samba, ó samba
Tem a sua primazia
Em gozar de felicidade
Samba, meu samba
Presta esta homenagem
Aos heróis da liberdade
Ô, ô, ô, ô Liberdade senhor!

Muitos cantores e cantoras, dentre eles Martinho da Vila e João Bosco, gravaram "Heróis da Liberdade". Como tal mãe, tal filha, depois de ouvir Elis Regina cantando "Alô, Alô, Taí Carmen Miranda", que tal ouvir "Heróis da Liberdade" com Maria Rita:

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